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Venha fazer os cursos de Mobilização de Atores e Atrizes do Carnaval para agentes profissionais

curso
democratização da política cultural

Este curso pretende facilitar o acesso a informações sobre a construção do carnaval como política pública, buscando os mecanismos para o fortalecimento dessa manifestação cultural como patrimônio de Brasília.

Nesse sentido, o conteúdo aborda as formas de fomento para a continuidade e manutenção do campo cultural; apresenta os principais mecanismos de captação e mobilização de recursos para viabilização desses projetos, com o passo a passo desde a criação do Termo de Abertura; promove o diálogo entre o campo da sustentabilidade e da produção carnavalesca, localizando os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em ações, projetos e políticas inovadoras; oferece ações formativas para os principais atores que atuam na cadeia produtiva do carnaval atuarem como disseminadores das ações; e, por fim, constrói elementos de comunicação popular e emancipadora para a disputa de narrativas do carnaval brasileiro.

curso
espaço de não-entendimento

Espaço voltado para fala e escuta sobre alguns dos fundamentos básicos do Carnaval perpassando por reflexões sobre as principais discussões dos movimentos político-culturais e também sobre o resgate da história do carnaval do Distrito Federal, com seus diferentes formatos e propostas. Propõe um intercâmbio de referências, diálogos, pensamentos, expressões e saberes estéticos, performáticos, musicais, cinematográficos e bibliográficos, dentre outros.

A oficineira fará a mediação dessas atividades e vai se responsabilizar pela construção desses encontros junto à avaliação dos temas e formato de trabalho.

resultado da Chamada de estudantes
FORMAÇÃO INICIAL DE ARTISTAS POPULARES (FIAPO)

IMPORTANTE: Até o final do mês de setembro, manteremos uma LISTA DE ESPERA ativa para ocupar as vagas que possam surgir ao longo do percurso formativo. Caso surja a oportunidade, vamos entrar em contato diretamente com o candidato. Essa é apenas uma etapa de um projeto que busca se consolidar como um espaço de formação e construção do Carnaval do Distrito Federal. Se você ficou de fora, não desanime! Viemos para ficar e ainda teremos muitas oportunidades para todas, todos e todes que desejam se conectar com o universo carnavalesco. 

Eixo Expressão

1ª CHAMADA

Segue abaixo o resultado da primeira chamada da FIAPO:

2ª CHAMADA

Segue abaixo o resultado da segunda chamada da FIAPO:

3ª CHAMADA

A Escola Carnavalesca divulga a lista da 3ª chamada para a 1ª turma do curso de Formação de Artistas Populares (FIAPO) no Eixo Expressão para Artes Cênicas. As e os selecionados receberão um e-mail com orientações sobre a matrícula, que deverá ser feita até quarta-feira, 27.07.22.

Perguntas frequentes

Eu não fui selecionado na chamada de estudantes. Ainda tenho chance de participar da Escola Carnavalesca?

Sim, não perca as esperanças! As matrículas da primeira chamada estão sendo efetivadas agora, e caso as pessoas selecionadas não se matriculem, as vagas remanescentes serão preenchidas através de uma segunda chamada, que será divulgada no dia 18/07/22. Estudantes que não comparecerem a 3 aulas consecutivas perdem a vaga na Escola, e essas vagas também serão disponibilizadas para os próximos na fila ao longo do processo. Então as chances de você conseguir se matricular são grandes!

Preciso ter instrumento próprio para participar das aulas?

Não, pode ficar tranquilo. Claro que é preferível que você tenha o seu instrumento, mas a Escola emprestará alguns de acordo com a demanda e possibilidade. Mas isso não será um impedimento para que você aprenda o seu instrumento ou atividade.

Inscrevi a minha atividade / oficina no Banco de Saberes. E agora?

O Banco de Saberes é um repositório, de professores e atividades.

Estamos entrando em contato com todos que propuseram oficinas na medida em que estamos fechando a grade horária da Escola. Então fique atento ao seu e-mail pois nossa equipe entrará em contato na medida da necessidade e possibilidades da Escola.

Não inscrevi minha atividade / oficina no Banco de Saberes, ainda dá tempo?

Sim! O Banco de Saberes fica aberto o ano todo para o recebimento de propostas. As oficinas vão sendo acionadas conforme a necessidade e possibilidade da Escola. Inscreva a sua que entraremos em contato quando pudermos!

O Banco atualmente está fechado, nessa etapa inicial de construção da grade da Escola. Mas vamos reabrir muito em breve!

Quando começam as aulas e quando terminam?

As aulas começarão no dia 23/07/22 e vão até dezembro. Acontecem sempre aos sábados no Setor Comercial Sul.

Onde serão as aulas?

Inicialmente, na Galeria dos Estados, até que a nossa futura sede no SCS fique pronta para recebê-los, muito em breve.
Escola Carnavalesca

Pensar coletivamente um modelo de gestão para o carnaval do DF

A Escola Carnavalesca é um espaço de fortalecimento da cultura do carnaval do Distrito Federal e sua meta é pensar coletivamente um modelo de gestão para o carnaval do DF, que leve em consideração as especificidades dessa construção, que já acontece desde antes da inauguração da Capital. 

Percebemos a Cultura de Rua como um ativo simbólico para a cidade, muito relevante também dentro da Economia Criativa. A política urbana tende a ser comprometida com  a destruição dos bens simbólicos da cidade: a rua, o Carnaval, a roda de samba, a cultura popular  como um todo. Nós buscamos o oposto. Lutamos para preservar tudo que vem do imaginário popular, bem como sua plataforma de realização: a Rua.

Diante disso, o presente projeto se insere na dinâmica da construção dos últimos anos da Plataforma “Setor Carnavalesco Sul”, que se divide entre a criação de vínculos, acolhimento e acompanhamento com pessoas em situação de vulnerabilidade, a realização de festejos (sendo o Carnaval o maior deles), a produção de palestras, a captação de recursos e a criação de pactos pela transformação de um território que almejamos lograr como a Cidade Sentimental. Neste sentido, a criação de uma dinâmica carnavalesca local surge como  equipamento de mitigação à gentrificação.

A experiência nos tem mostrado: Brasília precisa de seu próprio Carnaval. Um Carnaval que realize a  profecia de Glauber Rocha: “Brasília é a nossa Eldorado. É a possibilidade que os brasileiros tinham  de criar eles mesmos alguma coisa.”, ou seja, um Carnaval que dê vazão ao nosso sincretismo cultural.  Um Carnaval em que o país se sinta representado, de norte a sul. Das escolas de samba, aos blocos  de Olinda. Da tradição dos bate-bolas aos blocos do centro de São Paulo. Da folia do Amazonas aos Pampas. Precisamos de nossas próprias fanfarras e baterias. Precisamos pensar a curto, médio e  longo prazo.

Carnavalizar o cotidiano!
O espaço pretende se consolidar, como já acontece em outros lugares carnavalescos do DF, como um espaço de debate, de aprimoramento de políticas públicas e de constante estudo sobre o carnaval. É um espaço para carnavalizar o cotidiano!! A movimentação da economia criativa no segmento do carnaval acontecerá o ano todo, com atividades formativas, seminários, cursos, ensaios e outras ações; os alunos terão acesso a bons professores e bons conteúdos, todos pensados para a realidade do carnaval do DF.

A partir da identificação de que o carnaval movimenta segmentos importantes da cadeia produtiva da Economia Criativa, partimos do princípio de que todo esse contingente é o público prioritário deste projeto. Nossa intenção, então, é fornecer subsídios e ferramentas para fortalecer esses atores que incidem territorialmente, potencializando a capacidade de mobilização e construção de projetos culturais, desenvolvendo habilidades para planejamento das atividades carnavalescas e para captação e mobilização de recursos.

Além disso, a Escola Carnavalesca foi pensada para ser um espaço de formação política, no sentido de desenvolver profissionais para atuar na cadeia produtiva do carnaval, que estejam preocupados com a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre as principais atividades entregues à comunidade do DF, estão:

Mapeamento:
Principais atores e produtores culturais que atuam na construção do carnaval do DF, e seus produtos desenvolvidos e entregues ao longo da história carnavalesca da capital.

Resgate histórico:
Fotos e reportagens.

Diagnóstico:
Cadeia produtiva do carnaval do Setor Comercial Sul e do Distrito Federal, além dos desafios, oportunidades e necessidades para potencializar sua construção.

mapeamento dos atores
Veja a cartografia das principais referências de carnaval do Distrito Federal. Se seu bloco, banda, fanfarra, cortejo ou grupo de carnaval não está aqui, entre em contato com rafael@nosetor.com.br
resgate histórico
Clique aqui e veja fotografias e reportagens que marcaram a construção do carnaval do Distrito Federal ao longo de mais de 60 anos de existência.

diagnóstico

O diagnóstico “Brasília Cidade Sentimental” é um levantamento realizado com o público,  que viabiliza o carnaval em todo o Distrito Federal, a fim de compreender melhor como é feita sua construção, entender o papel e os esforços empreendidos por cada ator e atriz que incide localmente para a concepção e efetivação desse evento, que movimenta não só foliões e foliãs, mas diversos atores governamentais, da sociedade civil e da cadeia produtiva da economia criativa como um todo. 

Nesse sentido, esse espaço tão diversificado e importante, passa necessariamente por um processo analítico do quadro atual. Ele é entendido como conhecimento basilar, para que, a partir dele, seja possível propor um modelo de gestão do carnaval do DF, que responda melhor à realidade da construção local. Então, o diagnóstico “Brasília Cidade Sentimental” traz oito temas de pesquisa:

Diversidade

A diversidade é uma das marcas do carnaval brasiliense em diversos aspectos. Não só a música percorre um caminho bem amplo, onde entram o maracatu, o samba, o pop-samba, o funk, o eletrônico, e até o rock, mostrando quanta referência entra na construção do nosso carnaval, como também nos identificamos com pautas sociais, que movimentam o consciente coletivo nesta época, e acabam refletidos na maior festa popular brasileira.

Ao longo de 60 anos de carnaval, essa temática acompanhou o amadurecimento de temas à medida em que eles iam sendo incorporados à sociedade, e se entranhando aos valores de cada época. É possível visualizar essa tônica, por exemplo, em músicas de carnaval que não são mais tocadas, pelo entendimento de que passam do humor e da brincadeira. Temos um reconhecimento cada vez maior do combate a todo tipo de violência e preconceito, temos a defesa bem clara de algumas bandeiras.

Fomento

Investir no acesso à cultura é parte do caminho para uma nação se ver enquanto coletivo.  Esse movimento parte, simultaneamente, de vários atores, que assumem espaços de atuação diferentes. Ao longo dos anos, o entendimento sobre esses atores foi mudando, acompanhando a evolução do tema, até chegar ao que temos hoje.

Atualmente, a clareza sobre o Artigo 215 da Constituição Federal torna mais madura e enfática a defesa do papel constitucional do Estado, que é garantir o “pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional”. As empresas, por sua vez, podem oferecer recursos que são usados como patrocínio e em troca recebem contrapartidas como o incentivo fiscal dado pelo governo, assumindo a realização de conceitos como a Responsabilidade Social Corporativa (CSR) e Responsabilidade Cultural Corporativa (CCR).

Formato

O carnaval no Distrito Federal é pungente e se manifesta de diversas formas. A folia vai desde escolas de samba, bailes em clubes, blocos de ruas, até festas em bares e estabelecimentos. Ela também se manifesta em diversos tamanhos de públicos, gêneros musicais, locais e formas de atuação – trio elétrico, palco, cortejo, alegorias, bonecos de cera, entre outros.

Os primeiros moradores da Capital contam que, desde antes da inauguração da cidade, já pensavam na folia e festejavam na Travessa Dom Bosco, na região chamada de Cidade Livre (hoje conhecida como Núcleo Bandeirante), segundo  uma matéria da jornalista Gizella Rodrigues, da Agência Brasília, de 2020. Os festejos aconteciam também nos clubes no Núcleo Bandeirante e no Plano Piloto, e a primeira escola de samba foi inaugurada em Outubro de 1962, a ARUC – Associação Recreativa Cultural Unidos do Cruzeiro.

Também em paralelo com a antiga capital federal, surgem em Brasília novas maneiras de brincar na rua: as neo-fanfarras – novas versões da fanfarra tradicional que não ficam restritas a marchinhas e músicas marciais, mas ampliam seus repertórios para a contemporaneidade da música brasileira – que representam uma valorização também do visual, através do uso de fantasias e de pernas de pau, e de uma grande valorização da interação com o público, geralmente com o uso de algum tipo de coreografia.

Legislação

O marco legal é importante, porque orienta e integra as diversas fontes de fomento. Atualmente o Carnaval do Distrito Federal possui uma multiplicidade de possibilidades de apoio. No âmbito Nacional, existe a possibilidade de aprovação de projetos via Lei de Incentivo a Cultural (Antiga Lei Rouanet), apoio direto via edital da Secretaria Nacional de Cultural. Já na esfera distrital, estão disponíveis a Lei de Incentivo à Cultura do Distrito Federal (LIC-DF) e os recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Além disso, é possível contar com o patrocínio direto de empresas locais. Todos os caminhos citados anteriormente, demandam dos agentes culturais a capacidade de formulação e execução de seus projetos.

Há muitos carnavais no Brasil, cada um com sua história. Os maiores atualmente são os de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador. A folia em Brasília, apesar de não estar entre as maiores, caminha numa trajetória ascendente ao longo dos últimos anos. Além de características próprias de cada tipo de carnaval brasileiro, é importante destacar que a legislação de apoio e fomento também são muito diferentes, dependendo da localidade, há um marco legal distinto.

Políticas Públicas

O arco de políticas públicas desenhadas para fortalecer a capacidade organizativa do Carnaval de rua é amplo e multisetorial. Pensar um Carnaval de Rua democrático e diverso, depende não só da capacidade de formulação e execução estatal, como também de outros atores (organizações da sociedade civil e iniciativa privada). O marco legal desenhado para as políticas culturais aborda diversos aspectos e nuances. 

Seja pelo potencial turístico, ou pela relevância cultural, o fato é que, assim como nas outras capitais, a disputa por apoio é acirrada. Até hoje, a principal política pública que orienta o Carnaval de Rua não abarca uma série de atores e atrizes relevantes. O que reforça o argumento de que é necessária uma integração entre os diversos segmentos que pensam o Carnaval.

O que vemos é uma enorme descontinuidade das políticas públicas. Os Carnavalescos do DF estão inteiramente dependentes do apoio estatal, sendo assim, há a necessidade de se consolidar o Carnaval como uma política de Estado. Começando pela atualização da legislação, que completa dez anos este ano, até a transformação de cada elemento em política pública integrada e transversal (Ferreira, 2004).

Segurança

Ao analisar a perspectiva da segurança pública, entram novos elementos na balança da produção deste grande evento, que tornam este assunto ainda mais complexo e polêmico. A resolução da questão da segurança pública durante a folia, depende de um diálogo extenso entre os fazedores de carnaval e o governo, para garantir um carnaval seguro e democrático. Cada festividade tem suas peculiaridades, que se tornam ainda maiores quando falamos de cidades diferentes. Afinal, as manifestações são múltiplas, têm necessidades específicas, e impactam a vida pública de maneiras também específicas. 

Entre os aspectos relevantes para o debate está a frágil relação que esses grupos mantêm com as forças de poder do Estado, e que faz persistir o sentimento de que, na maior parte dos estados brasileiros, o assunto não é tratado com o comprometimento que deveria. Ora, pois, o uso de violência se perpetua ano após ano, e, na maioria das vezes, são criadas tantas burocracias, que muitos blocos acabam preferindo não levar este assunto adiante, e acabam por não oficializar os seus movimentos. Criam-se, portanto,  os blocos oficiais e os não-oficiais, sendo, o segundo tipo, aquele que sai sem a autorização formal do Governo. A construção da relação entre segurança e carnaval, abre espaço também para atores de defesa da festividade, como é a Defensoria Pública, que ajuda a equilibrar um pêndulo frágil.

Sustentabilidade

O carnaval é uma importante manifestação cultural da população brasileira e tem um imenso potencial econômico e social. No entanto, os problemas gerados durante a folia levantados nesta seção, refletem a realidade de desigualdade, infraestrutura precária e falta de conscientização ambiental do País. Sendo assim, devem ser tratados como questões públicas pelos governos federal, estaduais, distrital e municipais, pois impactam a sociedade brasileira em diversos aspectos. 

Não há dúvidas de que todo carnaval gera impactos diretos no meio ambiente, alguns dos principais são a quantidade de lixo produzida, o uso do glitter tradicional (que afeta diretamente diversas cadeias alimentares, principalmente nos oceanos). No entanto, a potência que o carnaval tem para transformar essa movimentação em grande aliada ao meio ambiente é enorme, mas demanda que isso seja pauta dos atores que fazem o carnaval. Durante os dias de festa, a quantidade de resíduos sólidos gerados aumenta significativamente. Neste período, latinhas, vidro, papéis, e vários outros tipos de materiais são descartados pelas ruas da cidade, causando sérios impactos ao meio ambiente. No entanto, todas estas problemáticas têm solução, só basta que haja organização e diálogo entre os foliões, iniciativa privada e Estado.

Territórios

Na busca pela identidade carnavalesca de Brasília, percebe-se que um dos maiores ativos simbólicos deste movimento é a cultura de rua, que entende a potência do surgimento de um território carnavalesco como passo rumo à Cidade Sentimental. E, ao contrário do que diz a geografia, é possível inferir que o território vai muito além de uma área delimitada por fronteiras e definida a partir de uma relação de posse. O território carnavalesco é composto por diversidade, ele é composto por aqueles que fazem o carnaval no dia-a-dia.

Desta forma, foi elaborado um esquema que elucida a distribuição destes movimentos através do território de Brasília, um mapa que identifica cada um dos atores que habitam este território carnavalesco, e as características que os diferem dos demais:

 MAPA INTERATIVO 

O Carnaval do Distrito Federal, assim como os de outros municípios brasileiros possuem inúmeros desafios para sua estruturação e consolidação. Esse trabalho partiu do universo geral e afunilou para os blocos alternativos que nos últimos anos têm ocupado territórios e disputado o imaginário da cidade, enfrentado desafios para o fortalecimento e aceitação dessa importante manifestação cultural.